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Língua Portuguesa

Prof. Aurélio de Lima (gramática e interpretação de textos)

Profa. Renata de Albuquerque (Literatura)

 

1. Alternativa C

Para fugir das clássicas questões de conteúdo de um livro já tão conhecido dos vestibulandos, a Cásper Líbero opta por apresentar um texto de análise da obra. Para chegar à resposta, entretanto, o vestibulando dependia tanto da interpretação do texto apresentado quanto de uma leitura atenta e crítica de Memórias Póstumas de Brás Cubas.

 

2. Alternativa B

I. O emprego do pronome LHE em – imitando-lhe a voz – repete-se em: “... mas eu decorei-lhe só as fórmulas...” e em “... que ao fim não lhe ouçamos o latir”.

Nos três enunciados, o pronome LHE é classificado como pronome possessivo, equivalendo a: imitando a voz dele; decorei as fórmulas dela; que ao fim não ouçamos o latir dele.

II. No contexto a palavra dilação tem sentido de: adiamento, prorrogação.

Afirmação correta. DILAÇÃO tem como sinônimos ADIAMENTO e PRORROGAÇÃO.

III. A frase –... foge do que é ínfimo. – quanto à norma culta e ao sentido, está corretamente reescrita em: furta-te ao que é ínfimo.

Fugir e Furtar estão corretamente flexionados na segunda pessoa do singular do imperativo afirmativo.

IV. Em Olha que os homens valem por diferentes modos, e que o mais seguro de todos é valer pela opinião dos outros homens não se afirma que o respeito social advém da transparência dos valores individuais, na medida em que o valor de cada homem é determinado por variações comportamentais determinadas pelas opiniões dos outros homens.

 

3. Gabarito Oficial - Alternativa A

Em Contanto que eu não te deixes ficar aí inútil, a locução conjuntiva CONTANTO QUE traduz a idéia de condição, o que se confirma substituindo-a por: Desde que eu não te deixes ficar aí inútil; ou A menos que não te deixes ficar aí inútil.

Em... para te não ver brilhar, como deves... a preposição PARA indica finalidade, podendo ser substituída por: a fim de te não ver brilhar. A segunda oração – como deves – permite classificar-se tanto como oração adverbial conformativa quanto como adverbial modal.

Em As Novas Lições de Análise Sintática, diz-nos o professor Cury:

A NGB não inclui as modais entre as orações subordinadas adverbiais. Em que classificação se enquadram, então, as orações que assim vinham sendo indevidamente chamadas?

Entre as conformativas, as que são introduzidas por como com a significação de conforme, segundo, consoante.

Nesse sentido, tanto o candidato que assinalou a alternativa A – condição, finalidade, conformidade - quanto o que assinalou a alternativa Ccondição, finalidade, modo - estão corretos.

 

04. Alternativa E

    a.    Em O rapaz fez um discurso de improviso dizendo que aquele era o primeiro diploma de sua vida, não há impropriedade gramatical no uso do gerúndio.

    b.      Em Vou estar mostrando nossos produtos aos interessados, a construção sintática vou estar mostrando – gerundismo – fere a norma culta da língua e não se iguala ao emprego do gerúndio presente na tira.

    c.      Ambos os empregos do gerúndio estão corretos.

    d.      Os particípios irregulares são empregados com os verbos SER e ESTAR, sendo, portanto, incorreta a construção é gastado.

    e.      São legítimos os empregos do gerúndio em está sendo gasto e estarei relendo.

 

5. Alternativa C

Mais uma questão em que não bastava apenas a leitura da obra recomendada, mas também a capacidade de relacionar Estação Carandiru ao texto apresentado. Nele, Vinicius Caldeira Brant destaca o caráter singular do sistema carcerário, independente em relação às normas vigentes na sociedade (“os estabelecimentos penais são sociedades auto-geridas, a despeito da abundante legislação e da minuciosa regulamentação administrativa”).

 

06. Alternativa D

No texto II, a construção sintaticamente correta, seria: Esse é o desafio a que o atleta da terceira idade Manoel Barbosa Vital, de 68 anos, esta se propondo.

No texto III, a construção correta seria: Fernando Aguiar Camargo, estudante do primeiro ano do curso de secretariado, afirma que o preconceito quanto a existência de homens na área existe tanto por parte dos homens quanto por parte de algumas mulheres.

 

7. Alternativa A

A questão exigia uma leitura atenta e um conhecimento profundo do conteúdo do livro. A afirmação III, que diz que “a ação do livro se reduz praticamente à busca do amuleto”, poderia trazer dificuldade ao vestibulando, que precisava lembrar-se de que toda a ação do livro gira em torno dessa busca.

 

8. Alternativa E

Questão que aborda uma das mais herméticas e importantes “estórias” do livro de Guimarães Rosa. O vestibulando precisava estar atento aos detalhes das afirmações apresentadas para poder chegar à resposta.

 

09. Alternativa C

    a.      O verbo “manter” na terceira pessoa do plural do presente do modo indicativo leva acento circunflexo. Portanto, o correto é: mantêm.

    b.      A locução conjuntiva à medida que indica proporcionalidade, ao passo que enquanto, temporalidade.

    c.      Numa das definições do dicionário Aurélio para o verbete adaptar, há esta significação: pôr em harmonia; harmonizar, acomodar, adequar. Para o verbete adequar, tem-se: adaptar-se, amoldar-se. Nesse sentido, considerar infração à norma culta da língua adequar por adaptar, ou este por aquele, é bastante exagero, além de não constar essa diferenciação na literatura contemporânea de língua portuguesa.

    d.      Em... os que se mantêm independentes... não há erro na construção grifada. Cunha, em Nova Gramática do Português Contemporâneo, diz-nos:

O demonstrativo o (a, os, as) é sempre pronome substantivo e emprega-se nos seguintes casos: quando vem determinado por uma oração ou, mais raramente, por uma expressão adjetiva, e tem o significado de aquele(s), aquela(s), aquilo: Ingrata para os  da terra / boa para os que não são.

    e.      Há erro no emprego do pronome demonstrativo isto. O correto seria isso.

 

10. Alternativa B

Em O policial federal Humberto Filgueiras, 35, estava em uma camionete Mitsubishi preta, sem a placa com a namorada, a designer Patrícia Santos, 31, e a filha do casal, há, na construção grifada, uma ambigüidade que poderia ser desfeita da seguinte maneira: Em uma camionete Mitsubishi preta sem a placa, o policial federal Humberto Filgueiras, 35, estava com a namorada, a designer Patrícia Santos, 31, e a filha do casal.

O mesmo problema ocorre na alternativa B, para a qual uma solução seria: O CDX – R3417X, que sai por R$ 570, 00, reproduz arquivo MP3, vem com controle remoto e com um painel de alumínio que protege a entrada do CD contra o pó. (...).

 

11. Alternativa A

Em Cada um de nós somos responsáveis há erro de concordância. O correto seria: Cada um de nós é responsável.

Em Mais de um editor avaliaram o original, ocorre, também, erro de concordância. O correto seria: Mais de um editor avaliou.

 

12. Alternativa D

       I.      Por meio da conotação do signo mico, constrói-se a ambigüidade do título O mico domina 2005.

       II.   O texto não sustenta a afirmação II.

       III. Simiesco e Gorila dão ao texto um caráter cômico e expressam a postura crítica do autor.

       IV.  Nossa república das bananas realça a situação política caótica na qual, segundo o autor, o país está mergulhado.

 

13. Alternativa E

Tanto a afirmação I quanto a IV estão corretas. Aquela justificada nas cinco primeiras linhas do texto; esta, nas linhas sexta, sétima e oitava.

 

14. Alternativa A

Questão sobre a análise de Budapeste, que exigia também conhecimento do conteúdo da obra. Era preciso lembrar-se que José Costa e Zsozé Kósta, apesar de terem atitudes diversas no livro eram, em essência, a mesma pessoa e, portanto, fisicamente idênticos.

 

15. Alternativa C

Em Concordo com a avaliação de Marcuse, que foi a expressão lúcida de um conjunto de possibilidades que se manifestaram em 68. Acho que as diferenças entre os dois momentos são mais importantes do que qualquer tentativa de aproximá-los, não há função sintática para o que de...que foi a expressão... O segundo que é pronome relativo cujo antecedente é possibilidades; o terceiro, é conjunção subordinativa integrante, introduzindo uma oração subordinada substantiva objetiva direta.

 

16. Alternativa D

A justificativa apresentada é correta e aplica-se a O governo cede, e o País agradece.

 

17. Alternativa B

A alternativa que apresenta o mesmo desvio ortográfico cometido em ...por ter colocado em cheque... é a B, em que se confundem brocha – do francês broche: prego curto, tacha – e broxa – do francês brosse: pincel usado em caiação de paredes.

 

18. Alternativa E

A primeira parte da frase (“escrevo por não ter nada a fazer no mundo”) denunciava a fala de Rodrigo S.M., heterônimo de Clarice Lispector que, no livro, discute o fazer literário, imprimindo à obra caráter metalingüístico.

 

19. Alternativa D

A construção ...desde a prisão pelo telefone. É ambígua na medida em que a construção grifada pode ser interpretada como adjunto adnominal, quando a correta interpretação é fala pelo telefone, fala por meio do telefone.

 

20. Alternativa C

       I.    (...) há dois anos e meio venho aos poucos descobrindo os porquês (os motivos, as razões, as causas)

       II.   Por que escrevo? (Por qual razão, por qual motivo)

       III. Depois na certa escreverei algo alegre, embora algo alegre por quê? (quando imediatamente antes de um ponto (final, de interrogação, de exclamação) a seqüência “por quê” é grafada com acento circunflexo em razão de o monossílabo “que” adquirir tonicidade.

       IV. Mas voltemos a hoje, porque (uma vez que, visto que), como se sabe, hoje é hoje.

       V.  (...) um ou outro apito de navio cargueiro que não se sabe por que (por qual razão, motivo) dava aperto no coração (...)

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Atualidades

Prof. Álvaro de Azevedo e Prof. Renato Marques

O Programa de História Imediata diz o seguinte:

As questões terão como foco-central a análise e a compreensão dos acontecimentos mais representativos da História Imediata nas seguintes áreas de conhecimento: Economia, Política, Relações Internacionais, Cultura e Esportes. Como base para a elaboração desses testes, serão consideradas matérias jornalísticas e peças publicitárias publicadas ao longo do segundo semestre de 2005:

a) pelos jornais: O Estado de S.Paulo; e Folha de S.Paulo

b) pelas revistas Época; Veja; Isto É.

(Extraído do site: http://www.facasper.com.br/vestibular/notas.php?id_nota=69)

O Vestibular 2006 da Cásper Libero mostrou-se diferente dos outros anos. Nos comentários abaixo, são apontados alguns problemas na elaboração das questões, quanto à não observância do edital e à redação ambígua de algumas assertivas.

1. A Questão 23 considera como correto, na afirmação III, que o analfabetismo, ou o “quase” analfabetismo, faz com que os personagens do filme Cidade de Deus não tenham nenhum discurso político articulado. Tal afirmação transparece, mesmo que não intencional, um tom preconceituoso ao fazer concluir que apenas as pessoas alfabetizadas possam ter tal articulação mental para tecer qualquer discurso político.

2. A Questão 27 formulou uma pergunta baseada na afirmação de que temos uma “nova esquerda”. Tal afirmação desrespeita o edital, pois foi retirada do Jornal do Brasil de janeiro de 2005, ou seja, tanto a base para elaboração (JB) da questão quanto a época que esta foi veiculada (1º semestre de 2005). Como houve desrespeito ao Edital, o ideal seria que esta questão fosse anulada.

Em que pese a eventual utilização conjunta de matéria da Folha de São Paulo veiculada em 31/12/2005, mesmo assim persiste o defeito, já que o cerne da questão focou-se no termo (‘nova esquerda’) e na explicação dada pelo JB. Além disso, a resposta considerada correta, toma como certa a afirmação do JB de 3/01/2005, mais uma vez 1º semestre de 2005.

3. A Questão 29 utilizou-se de matéria veiculada na Revista Carta Capital (veículo que não é indicado como base para elaboração dos testes). A matéria é de setembro de 2004, ou seja, desrespeita também a publicação por não ter sido feita ao longo de 2º semestre de 2005. Como também houve desrespeito ao Edital, o ideal seria que esta questão fosse anulada.

Apresentamos abaixo os comentários sobre as questões.

 

21. Alternativa A

O ministro Nicolas Sarkozy compareceu ao subúrbio de Paris em 25 de outubro de 2005 e pediu que “as vizinhanças onde se esconde o crime fossem limpas com lavadora de alta pressão”, descrevendo os jovens que protestaram contra a sua visita ao subúrbio parisiense de Argenteuil como “gangrena”, “plebe” e “Escória”.

Como retratam muitas matérias, o estopim para os distúrbios foi a morte dos dois jovens:

“O Vandalismo que amedronta a periferia de Paris, e que ameaça se alastrar para outros pontos do país, teve início no dia 27 de Outubro, depois da morte de dois jovens africanos, eletrocutados numa central elétrica em que haviam se escondido – aparentemente para escapar de uma batida policial” (Revista Veja; ed. Abril; Edição 1930 – Ano 38 – nº 45, 9 de novembro de 2005)

 

22. Alternativa D

A dívida externa brasileira é alta e não está controlada. Para pagá-la, o país necessita gerar superávit comercial, o que tem feito por meio da exportação de produtos com baixo valor agregado, como soja e carne. A Amazônia tem sofrido muito com essa opção, haja visto que o desmatamento vem aumentando nos últimos anos, em grande parte graças ao avanço da fronteira agropecuária para o interior da floresta.

 

23. Alternativa B

De fato, o filme é um representante da estética da violência que se sobressaiu no cinema brasileiro recente. Distingue-se do cinema norte-americano, pois apresenta um outro tipo de herói.

A segunda afirmação seria considerada correta apenas pelo candidato que não tivesse assistido ao filme. A trama gira em torno da violência que existe nos morros cariocas.

Ao nosso modo de ver, a terceira afirmação apresenta, mesmo que não intencionalmente, um tom preconceituoso, uma vez que considera o analfabetismo como causa da alienação política dos personagens. Não entendemos que tal alternativa seja correta, uma vez que a própria Constituição Federal, no artigo 14 inciso II garante ao analfabeto a faculdade de votar e exercer não só a cidadania, mas também sua consciência política. Além do exemplo legislativo, podemos citar exemplos históricos de  pessoas no poder que não apresentavam formação acadêmica, mas que possuíam um discurso político articulado. É o caso do ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln, que não teve assiduidade nas cadeiras acadêmicas, mas que se demonstrou uma pessoa muito articulada em seu discurso político. Além desse exemplo, podemos citar os integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST), que mesmo não tendo grande instrução possuem um discurso político articulado.

Por fim, a quarta afirmação é verdadeira, pois de fato o filme apresenta uma linearidade que torna sua compreensão accessível.

 

24. Alternativa E

A tese principal levantada por Michael Moore em Tiros em Columbine é a de que há uma “cultura do medo”, que supervaloriza a violência e cria um estado de tensão permanente na sociedade americana, a qual teria que se armar para enfrentar os ‘inimigos’ que se encontram em todos os lugares. Essa cultura do medo é veiculada pela mídia sob os auspícios das corporações produtoras de armas e do Estado norte-americano. Moore fez de si próprio uma personagem, que aparece na maioria dos seus documentários, representando, por meio de suas roupas, gestos, linguagem e forma física, o cidadão médio norte-americano. Esta personagem consegue enfrentar representantes do poder e aterrorizá-los com perguntas ácidas e pouco convencionais. Parte da crítica considerou um desrespeito o fato dele confrontar o idoso ator Charlton Heston, presidente da Associação Nacional dos Rifles, deixando-o constrangido.

 

25. Alternativa C

A 6ª Reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio, realizada em dezembro de 2005, estabeleceu uma data para o término dos subsídios à exportação agrícola – daqui a sete anos – e uma outra para o início do processo de diminuições desses subsídios – para daqui a quatro anos. A proposta que favorece as nações pobres na disputa econômica internacional, comandada pelo Brasil e por outros países em desenvolvimento, conseguiu atrair para o seu lado os Estados Unidos, isolando a União Européia.

 

26. Alternativa D

A Afirmação I é incorreta, pois Dorothy Stang e Chico Mendes não estiveram envolvidos em invasões de terras produtivas. A afirmação II é correta, pois Tanto Dorothy como Chico Mendes eram ameaçados pelos seus opositores. A Assertiva III é errada, pois eles não se organizavam contra os traficantes de drogas na região Transamazônica. A assertiva IV mostra-se correta, pois tanto Chico Mendes, Dorothy Stang, Tim Lopes e Antonio José Machado Dias incomodavam a delinqüência organizada. Por fim, a assertiva V é correta, pois os homicídios de líderes gera o medo para os grupos organizados; além disso, a ineficácia do Poder Judiciário em punir não inibe os atos dos delinqüentes.

 

27. Alternativa A

Frisamos que nessa questão o Vestibular da Cásper Libero utilizou como referência um veículo não previsto no Edital. Evo Morales faz parte da nova esquerda. Tal esquerda não segue os princípios que Cuba segue, por exemplo. Essa esquerda teve início com Hugo Chavez em 1999, e hoje se consolida na América Latina com o nosso Presidente Luis Inácio Lula da Silva, ou então com Tabaré Vasques no Uruguai, ou ainda Nestor Kirchner na Argentina.

 

28. Alternativa C

O quadro social e político iraquiano é extremamente complexo. O país encontra-se ocupado por forças militares da maior potência do planeta, o que gera focos de resistência em quase todo o território. A composição étnico-religiosa da população é um agravante das tensões, na medida em que durante a ditadura de Saddam Hussein ocorreram perseguições sistemáticas às minorias, e neste momento surgem possibilidades de vingança por parte dos perseguidos no passado.

 

29. Alternativa B

Além de utilizar uma matéria veiculada na Revista Carta Capital (veículo que não é indicado como base para elaboração dos testes), a matéria é de setembro de 2004, ou seja, desrespeita também o edital pelo fato de não ter sido publicada durante o 2º semestre de 2005.

Embora tenha como um de seus principais temas (se não o principal), o cotidiano da classe pobre e marginalizada da população, o rap não pretende levantar bandeiras separatistas ou revolucionárias. Busca, como demonstra o próprio trabalho dos Racionais MCs, trazer à tona a realidade da periferia, seus sofrimentos e agruras,  e, especialmente, o abandono por parte da elite política e econômica que em muito agrava suas carências e dificuldades. Sendo assim, busca-se a construção de identidade social e inclusão na organização social por meio da música.

 

30. Alternativa A

Afirmativa I: incorreta. O fio condutor da narrativa é a trajetória de Olga Benário, protagonista e personagem-título.

Afirmativa II: correta. De fato, o filme, sob certo ponto de vista, pode ser entendido como um elogio ao ideário humanista veiculado pelos adeptos do comunismo.

Afirmativa III: correta. O candidato aqui, além de conhecer a obra, deveria também conhecer o debate crítico sobre o filme. De fato, a opinião mais corrente  sobre “Olga”, expressa pela crítica especializada, põe em questão o tratamento romântico dado ao seu tema.

Afirmativa IV: correta. Não poderia ser outra a posição do filme em relação à ditadura Vargas, já que sua heroína luta motivada por ideais democráticos, que se opõem diametralmente aos regimes totalitários.

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História

Prof. Marcos Aderito Melo

 

31. Alternativa E

A questão explora as razões que explicam o pioneirismo da Revolução Industrial na Inglaterra.

Dentre os vários fatores que podem ser apontados como causas desse pioneirismo estão: a acumulação primitiva de capitais ocorrida durante o chamado Capitalismo Comercial (que vigorou entre os séculos XV e XVIII), as conseqüências políticas das Revoluções Puritana e Gloriosa (ocorridas no século XVII) e a existência de grandes reservas de carvão e ferro em solo inglês.

A alternativa B está errada ao afirmar que teria ocorrido uma “ruptura com os princípios do liberalismo clássico”. Na verdade, a consolidação do capitalismo ocorrida com a Revolução Industrial reforçou esses princípios.

 

32. Alternativa A

A banca examinadora explorou nessa questão as conseqüências da chamada “Segunda Revolução Industrial”. Em meados do século XIX, uma série de alterações ocorreram nas relações capitalistas; por essa razão, esse período foi denominado, por alguns historiadores, de capitalismo monopolista ou capitalismo financeiro.

Dentre as principais mudanças ocorridas no período em questão, verificou-se uma maior concentração do capital (trustes, cartéis e holding). Nesse processo também se verificou a fusão do capital bancário com o industrial.

 

33. Alternativa B

Simon Bolívar foi um dos principais líderes do processo de independência da América Latina. Venezuelano de nascimento, foi um ardoroso defensor da unidade latino-americana. Entretanto, após a consolidação da independência dos países de colonização hispânica, ocorreu a fragmentação política da América.

Theodore Roosevelt governou os Estados Unidos no início do século XX. Sua política externa em relação aos países latino-americanos foi marcada por diversas intervenções armadas. Essa política ficou conhecida como política do Big Stick. (Obs: na prova existe um erro gráfico: está grafado “stik”, quando o correto é “stick”).

Nessa questão, alguns alunos podem ter confundido Theodore Roosevelt com Franklin Delano Roosevelt. Este último governou os EUA entre 1933 e 1945 e está associado a “Política da Boa Vizinhança”.

 

34. Alternativa E

Além das referências em relação às características das eleições no período em questão, o enunciado apontava que se tratava da Primeira República ou República Velha. Nesse sentido, ficou relativamente fácil chegar a conclusão de que o texto se relacionava ao fenômeno político do coronelismo e que, no âmbito econômico, houve um predomínio do setor agro-exportador com destaque para o café.

 

35. Alternativa C

Essa provavelmente foi a questão que exigiu mais do aluno. Além da capacidade de análise do texto, o candidato teria que possuir uma visão global sobre os acontecimentos que marcaram o final do século passado.

Inicialmente o texto descrevia a sociedade do pós Segunda Guerra Mundial, que poderia ser identificada nas seguintes passagens: “os países ricos estavam mais ricos”, “o povo, em geral, estava protegido pelos generosos sistemas de previdência” e “havia menos inquietação social”.

Posteriormente, o autor do texto comenta que “(...) embora as finanças do governo se vissem espremidas entre enormes pagamentos de benefícios sociais, que subiam mais depressa que as rendas do Estado(...)”. Segundo os analistas, essa situação, aliada à crise do capitalismo em 1973, teria forçado os países capitalistas a abandonar esses “generosos sistemas de previdência”. A partir desta constatação, teve início a desmontagem do Welfare State (Estado de Bem Estar Social).

A partir dos anos 80, especialmente durante os governos de Margareth Thatcher (Inglaterra) e Ronald Reagan (EUA), passou-se a defender a não intervenção do Estado na economia. Esses governos realizaram uma série de mudanças das quais se destacam: cortes de gastos públicos e privatizações de empresas e serviços públicos; enxugamento do Estado e abertura dos mercados. Esse conjunto de medidas foi denominado “neoliberal” e adotado por praticamente todos os países capitalistas.

Além da crise do capitalismo em 1973, a derrocada do “socialismo real” no final dos anos 1990, influenciou decisivamente para que essa postura predominasse na atual economia mundial.

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Geografia

Prof. Renato Marques

 

36. Alternativa B

As formações vegetais que abrigam maior diversidade de espécies animais encontram-se nas zonas de baixa latitude. São nessas regiões do planeta que se localizam a maior parte dos países subdesenvolvidos, os quais apresentam poucas políticas públicas voltadas para a preservação ambiental. Isso ocorre tanto pelo baixo índice de conscientização ecológica das sociedades, quanto pelas dificuldades econômicas que elas enfrentam.

 

37. Alternativa E

O crime organizado avança em áreas de grande marginalidade e de falta de perspectivas, sobretudo para o jovem, quanto ao futuro. A ausência do Estado, que não oferece as condições mínimas de cidadania, acaba sendo um chamariz para a força do tráfico, que muitas vezes substitui o papel desempenhado pelos órgãos governamentais, criando o que se convencionou chamar de “Estado Paralelo”.

 

38. Alternativa A

A distribuição populacional nos Estados Unidos ainda guarda traços de seu passado colonial. Vários estados do sul apresentam um predomínio da etnia afro-americana, pois nessa região imperou a escravidão negra. Nas demais regiões do país, devido a sua formação histórica, a distribuição populacional é diferente.

O episódio da destruição de parte da cidade de New Orleans, e de como a sociedade e o governo estadunidense reagiu à catástrofe, ressaltou essa desigualdade étnica.

 

39. Alternativa D

Os países desenvolvidos apresentam sociedades com elevado padrão de consumo. O nível de industrialização é muito grande e, conseqüentemente, há uma forte demanda por recursos energéticos. Dentre todos eles, o que mais se destaca é o petróleo, gerando disputas econômicas e militares pelo controle estratégico de suas fontes.

 

40. Alternativa A

A desigualdade econômica regional no Brasil é muito acentuada, tanto no setor primário, como no secundário e no terciário. O sudeste ainda é o centro econômico privilegiado, apesar da crescente desconcentração industrial, de não receber mais tantos migrantes, como ocorreu em décadas passadas, e do crescimento de atividades geradoras de divisas em outras regiões, como o agronegócio.

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Matemática

Prof. Rafael Simões

 

41. Alternativa C

Questão fácil em que bastava aplicar o conceito de combinação. Assim:

 

 

 

 

42. Alternativa A

A questão verifica o entendimento sobre a resolução de problemas simples:

 

 

 

43. Alternativa B

Deveríamos ter no gráfico log 1 = 0 (conseqüência da definição de logaritmos) e não log x = 0 para um valor de x compreendido entre, 0 < x  <  1, além do que para passarmos de (1) para (2) aplicamos uma propriedade dos logaritmos (bastante simples), entretanto logaritmo não consta no conteúdo programático exigido pela Cásper.

 

 

 

44. Alternativa C

 

 

 

45. Alternativa E

 

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Língua Inglesa

Profa. Renata de Albuquerque

 

46. Alternativa A

De acordo com o texto, a pesquisa feita pelos autores seria publicada, em forma de livro, em dezembro seguinte. A leitura do trecho “for those concerned about the influences of pop music” levaria o vestibulando à alternativa correta.

 

47. Alternativa C

Questão clássica de Passive Voice, de nível fácil, em que o agente da passiva era explicitado na frase dada.

 

48. Alternativa D

A questão pede para o vestibulando “inferir” uma informação. Ou seja, a informação não estava explícita no texto, mas precisava ser deduzida dele.

 

49. Alternativa B

Questão criativa, que usa uma tira de quadrinhos e exige do vestibulando capacidade de entender a ironia do personagem e apreender o sentido conotativo de sua fala.

 

50. Alternativa E

Novamente uma questão criativa, que exige a comparação de dois textos publicitários de épocas distintas e, conseqüentemente, o entendimento das especificidades de cada momento. A ligação entre os textos era um “valor”: a possibilidade de manter a intimidade feminina de maneira discreta.

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Redação

prof. Aurélio de Lima

Ao propor uma dissertação acerca de como o comportamento dos jovens pode fortalecer as ações individuais a fim de propor novas relações sociais e políticas, a banca examinadora convida o candidato a refletir sobre o papel social do jovem na sociedade.

Lançando mão da coletânea, poder-se-ia fazer um comparativo entre a juventude de 1968 e a contemporânea, discutindo-se os valores ideológicos de cada geração e como cada uma comportou-se em seus contextos. A partir disso é possível discutir, também, como os idosos, as pessoas de meia-idade e os jovens percebem e interpretam a realidade.

 

 

 

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