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Por
Renata de Albuquerque
No
dia 09 de março começaram
as aulas no Inteligente
Vestibulares. E os alunos
tiveram a oportunidade
de, já no primeiro dia
de aula, ter contato
com profissionais da
área de Comunicação.
A proposta da Aula Magna
é levar ao vestibulando
a experiência de profissionais
do mercado. Esse encontro
fez parte das palestras
que integram mais uma
edição do Projeto De
Frente Para O Futuro
que é realizado em parceria
com a OBORÉ – Projetos
Especiais em Comunicações
e Artes, visando propiciar
ao futuro estudante
de comunicação social
um panorama sobre a
profissão escolhida.
Neste
semestre, os convidados
foram João Paulo Charleaux,
jornalista, atual editor-assistente
de Internacional do
jornal O Estado de São
Paulo; e Milton Costa,
jornalista, locutor,
designer gráfico e co-autor
do livro-reportagem
Maria Candelária.
Cada
um apresentou aos estudantes
sua visão da área de
comunicação, com abordagens
diferentes e muitas
dicas para quem quer
seguir essas carreiras.
Nas falas de ambos,
entretanto, um assunto
ocupou lugar de destaque:
a importância da leitura.
Charleaux
destacou as longas jornadas
de trabalho a que os
jornalistas têm que
se submeter e a importância
de uma sólida formação
cultural para os profissionais
da área. Para conseguir
isso, afirma, é muito
importante aproveitar
os quatro anos da graduação
para ler, estudar e
ampliar os conhecimentos,
inclusive teóricos,
da profissão.
Em
sua opinião, o jornalista
“não é um profissional
que se forma apenas
no banco da escola,
mas também na experiência
da vida”. Por isso,
aconselha os alunos
a aproveitarem “os três
lados” da graduação:
o saber acadêmico, o
conhecimento prático
e as relações humanas,
os laços que se formam
no ambiente da faculdade.
Para
ele há uma “regra valiosa”
da profissão, que é
a formação pessoal,
a “autogestão do conhecimento”,
que se dá a partir das
leituras e do conhecimento
adquirido a partir dos
interesses de cada estudante.
“Você tem que investir
na sua capacitação.
Ninguém fará isso por
você”, diz.
Por
outro lado, alerta para
aqueles que fazem da
profissão seu único
objetivo de vida. “Nós
trabalhamos muito, mas
a profissão não pode
ser a única coisa da
sua vida. Ela é um pedaço
da sua vida, mas você
também tem família,
amigos e deve aproveitar
o tempo para fazer algo
de que goste”.
Sujar
a sola dos sapatos
Já
Milton Costa falou sobre
o que considera ser
o componente mais importante
da profissão: a curiosidade.
“Escrever bem é um componente,
mas o principal é ser
curioso”, afirma. Até
porque “o texto jornalístico
é um texto coletivo.
Você escreve, mas outra
pessoa edita e ele se
transforma até ser publicado”.
Por isso, segundo ele,
é essencial que o jornalista
esteja disposto a “sujar
as solas dos sapatos”,
ou seja, ir atrás da
notícia, saber ouvir
e entender a realidade,
para captar dela o que
houver de mais interessante.
“Mesmo uma história
comum pode ser interessante”,
afirma.
Ele
lembra que é importante
pesquisar e conhecer
a fundo o assunto antes
de entrevistar uma fonte
ou escrever a respeito.
E, além disso, é essencial
abolir o preconceito.
É preciso ter o olhar
atento à realidade e
estar aberto para conhecer
a respeito de tudo,
mesmo realidades distantes
de sua experiência pessoal.
“Não tenha preconceito,
seja curioso, apure,
cheque a informação”,
aconselha.
A
importância da leitura
também foi destaque
na fala de Costa. Para
ele, a leitura da lista
de livros do vestibular
é um pré-requisito para
acompanhar o curso.
“A leitura é essencial
durante toda a vida
de quem trabalha com
comunicação”. Talvez
por isso Milton Costa
tenha dado diversas
dicas de leitura. Entre
as obras citadas por
ele, estão Fama e Anonimato,
de Gay Talese; A Festa,
de Ivan Ângelo; e Criatividade
em Propaganda, de Roberto
Menna Barreto.
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