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Jul11 - Mini curso de Ciência Política

 

Inteligente promove Mini Curso sobre Política

 

Por Bárbara Vidal

O Inteligente Vestibulares promoveu, nas últimas semanas, o Mini Curso de Política aos estudantes do Curso Extensivo de Comunicação 2011. O curso consistiu em três aulas ministradas pelo professor de Atualidades e Geografia e coordenador do Inteligente, Renato Marques. Formado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, o professor possui especialização em Globalização pela Universidade de Havana, realiza palestras sobre política contemporânea e, ainda, atua como consultor de publicações e sites especializados.

A primeira aula do Mini Curso de Política contou com a introdução de conceitos básicos para se pensar o tema, como hegemonia, legitimidade, ideologia, autoritarismo e democracia. O professor, sempre contextualizando o estudante com exemplos do dia a dia, explicou o jogo de forças políticas das chamadas esquerda, centro e direita, além de destacar a importância da participação política dos futuros profissionais de comunicação social.

No segundo encontro com os estudantes, Renato abordou alguns dos principais nomes do pensamento político clássico, entre os quais Aristóteles, Maquiavel, Hobbes, Locke e Rousseau. Segundo o professor, seria leviano criticar Aristóteles com a compreensão de mundo atual, mas alguns pontos devem ser levados em conta. Sua primeira crítica foi em relação ao pensamento elitizado de Aristóteles e, a segunda, sobre a ingenuidade que contém seu idealismo. “Para Aristóteles não importava para quem o soberano governava, mas somente, se ele era bom ou mau. E ser bom, nem sempre significa governar para o bem da maioria”, destacou Renato.

Já Nicolau Maquiavel, inaugura o pensamento político moderno, quando define a autonomia da política perante as demais ciências, como a religião, por exemplo. A grande questão desse pensador é ser mal interpretado, a partir da descontextualização da frase “Os fins justificam os meios”. E o professor explica o porquê: “No nosso país existe uma tendência de falar das coisas sem ter lido, por isso Maquiavel acabou virando sinônimo de amoralidade e, até, imoralidade”.

Renato citou, ainda, o contratualista Thomas Hobbes, que parte do princípio de um Estado de Natureza em que a liberdade de cada indivíduo é ilimitada para se pensar a sociedade. Já John Locke, outro contratualista e pai do liberalismo político – assim como David Ricardo e Adam Smith são pais do liberalismo econômico – parte do princípio de uma igualdade simbólica entre as pessoas. Segundo Renato, Locke transformou-se num ícone dos que defendem e vêem o Estado como “vilão”, a exemplo dos Estados Unidos.

Rousseau acredita na possibilidade de ascensão social que o capitalismo proporciona aos indivíduos de uma sociedade. O pensador defende o sistema, pois considera que a liberdade é coletiva e, para ele, o Homem nasce bom e, à medida que convive em sociedade, é corrompido.

O Mini Curso de Política foi encerrado na última quinta-feira, 9/6, com uma aula sobre sistemas eleitorais e diferentes formas de voto, política comparada, financiamento público, privado e misto nas campanhas eleitorais, além do professor ter feito um paralelo com os temas tratados durante as aulas de Atualidades que ministra.

 

 

 

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