|
Por Bárbara
Vidal
O Inteligente
Vestibulares promoveu, nas últimas semanas, o Mini Curso de Política aos
estudantes do Curso Extensivo de Comunicação 2011. O curso consistiu em três
aulas ministradas pelo professor de Atualidades e Geografia e coordenador do
Inteligente, Renato Marques. Formado em Ciências Sociais
pela Universidade de São Paulo, o professor possui especialização em
Globalização pela Universidade de Havana, realiza palestras sobre política
contemporânea e, ainda, atua como consultor de publicações e sites
especializados.
A primeira aula do Mini
Curso de Política contou com a introdução de conceitos básicos para se pensar o
tema, como hegemonia, legitimidade, ideologia, autoritarismo e democracia. O
professor, sempre contextualizando o estudante com exemplos do dia a dia,
explicou o jogo de forças políticas das chamadas esquerda, centro e direita, além
de destacar a importância da participação política dos futuros profissionais de
comunicação social.
No segundo encontro com
os estudantes, Renato abordou alguns dos principais nomes do pensamento
político clássico, entre os quais Aristóteles, Maquiavel, Hobbes, Locke e
Rousseau. Segundo o professor, seria leviano criticar Aristóteles com a
compreensão de mundo atual, mas alguns pontos devem ser levados em conta. Sua primeira
crítica foi em relação ao pensamento elitizado de Aristóteles e, a segunda, sobre
a ingenuidade que contém seu idealismo. “Para Aristóteles não importava para
quem o soberano governava, mas somente, se ele era bom ou mau. E ser bom, nem
sempre significa governar para o bem da maioria”, destacou Renato.
Já Nicolau Maquiavel,
inaugura o pensamento político moderno, quando define a autonomia da política
perante as demais ciências, como a religião, por exemplo. A grande questão
desse pensador é ser mal interpretado, a partir da descontextualização da frase
“Os fins justificam os meios”. E o professor explica o porquê: “No nosso país
existe uma tendência de falar das coisas sem ter lido, por isso Maquiavel
acabou virando sinônimo de amoralidade e, até, imoralidade”.
Renato citou, ainda, o
contratualista Thomas Hobbes, que parte do princípio de um Estado de Natureza
em que a liberdade de cada indivíduo é ilimitada para se pensar a sociedade. Já
John Locke, outro contratualista e pai do liberalismo político – assim como
David Ricardo e Adam Smith são pais do liberalismo econômico – parte do
princípio de uma igualdade simbólica entre as pessoas. Segundo Renato, Locke
transformou-se num ícone dos que defendem e vêem o Estado como “vilão”, a
exemplo dos Estados Unidos.
Rousseau acredita na
possibilidade de ascensão social que o capitalismo proporciona aos indivíduos
de uma sociedade. O pensador defende o sistema, pois considera que a liberdade
é coletiva e, para ele, o Homem nasce bom e, à medida que convive em sociedade,
é corrompido.
O Mini Curso de
Política foi encerrado na última quinta-feira, 9/6, com uma aula sobre sistemas
eleitorais e diferentes formas de voto, política comparada, financiamento
público, privado e misto nas campanhas eleitorais, além do professor ter feito
um paralelo com os temas tratados durante as aulas de Atualidades que ministra.
|